segunda-feira, 28 de novembro de 2016

AO HEROI DESCONHECIDO

 Hás de voltar, meu filho! E não voltaste.
Pelo bem do país que tanto amaste
o teu corpo caiu, morreu teu passo.
De tua mocidade generosa
ficou somente a farda gloriosa
tinta de sangue. E o capacete e aço.

Tua mãe chora sempre a tua falta.
Árvore frágil para ser tão alta,
a inclemência de um raio te cortou
as promessas risonhas de fartura,
o desejo de glória ou de ventura,
o civismo sem par que te abrasou.

Repousa em paz; no coração materno
da terra de São Paulo, grande e eterno
no seu amor à gente idealista.
O nome teu? que importa! Um nome, passa;
Tú és, soldado, o apóstolo da raça,
o herói, o santo, o símbolo paulista.

(Oliveira Ribeiro Neto)
 
 

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