sexta-feira, 31 de julho de 2015

A CASA DO SOLDADO DE ITAPIRA

     "... A exemplo de outras cidades, e tendo em vista a necessidade dos soldados que combatem neste setor de Eleutério, inaugurou-se, no dia 14 do correspondente, a Casa do Soldado, por iniciativa do nosso presado amigo tenente. Noé d'Oliveira Rocha." é o que dizia o jornal Cidade de Itapira em sua edição dominical de 21 de Agosto de 1932. A Casa do Soldado foi instalada no térreo do belíssimo sobrado do capitão João Ribeiro Pereira da Cruz, localizado à Rua Comendador João Cintra, que os "franqueou à generosa iniciativa". Segundo ainda o jornal "o centro do espaçoso salão ficou instalada a copa, dentro de um quadro fechado por balcões e que tem, em derredor, mesas para 4 a 2 pessoas.". 

Edifício que abrigou a "Casa do Soldado", demolido, em seu lugar foi construído a sede do banco Santander.

Edifício atual, onde existia o sobrado .

     Na mesma edição do Cidade de Itapira de 21 de Agosto de 1932 encontramos o relato da inauguração da Casa do Soldado: "Na sessão inaugural usaram da palavra o capitão João Ribeiro e o dr. Alcides Faro, juiz de Direito desta comarca, os quais realçavam a nobreza da finalidade visada pela nossa Casa do Soldado. A cerimônia estiveram presentes todas as autoridades civis e militares, então na cidade. Os seus benefícios não se têm feito esperar, pois que o livro de presenças acusa uma frequência média de 200 soldados por dia, e que ali vão saborear café, leite, pão com manteiga, sanduíches diversos, ovos quentes e cosidos, queijos, saladas de frutas, frutas diversas, doces e refrescos, que lhes são distribuídos, além de fósforos e cigarros.".
     Para o serviço aos soldados, foi constituída uma comissão, sob a direção do tenente Noé Rocha, nomeado para tal pelo Major dr. Dacio A. de Moraes, a qual era dividida em quatro turmas.

Vista aérea. Frente. 1970
=C=O=M=I=S=S=Ã=O=

Maria Sartório Warne; 
Iolanda Vergueiro;
Isaura Vieira;
Suzi Vieira Cintra;
Olympia Rocha; 
Francisca Munhoz;
Diva Magalhães;
Maria Amélia Bicudo;
Maria F. Ribeiro;
Alice Fonseca;
Maria José Guimarães;
Maria Bretas;
Maricota Fonseca;
Ernestina Rocha
Julieta Warne;
Vista aérea. Frente. 1970
Izanrita Meirelles;
Romilda Marella;
Stella Marcellina;
Elvira, Victorina;
Angelina Boretti;
Lucia Bagatella;
Carmella Avancini;


     "...Tem concorrido com donativos vários as seguintes pessoas: sras. d. d. Marcionilia M. Pereira, Ditinha Ramos, Alzira Pereira, Estella Boretti, Marcelina Boretti, Adalgiza Perira, Lydia Cintra, Ritóca Cano, Adolphina Pereira, Lili Silveira, Francisca Fonseca, Nenê Pereira da Fonseca, Francisca R. Perira, Izaltina Vieira, Alexandrina Vieira, Maria da Fonseca Pinto, Wilma Boretti, Maria Boretti, Noemia Cintra, Aulida Pereira Leitão, Cordalia Sarkis e Elvira Faro, Srs. Carlos Rodrigues Alves, dr. Alcides Faro, José Barboza da Fonseca, Virgolino de Oliveira, Luccas Schiratto e João Ribeiro Pereira da Cruz, além dos serviços profissionais graciosos dos srs. Amadeu Bosio, José Martelini e Fidelis Antônio Trani."...

Vista aérea. Lateral Esquerda. 1970

     Há no livro de presenças as impressões do cabo da 4ª Cia. do 7º B.C.P. sr. Jonas Rocha Leite Junior, natural do Estado de Alagoas, e concebido nos seguintes termos: "Tendo já percorrido quase todos os setores, tenho com a minha fraca inteligencia que em nenhum destes setores tenha sido tratado melhor do que na "Casa do Soldado" de Itapira. Viva São Paulo! Viva Itapira!".
     Também o soldado Adonis Galvão, aprisionado no combate de Lindoya e gostosamente aderiu à nossa causa, depois de conhecer-lhe a nobreza, escreveu estas linhas: "A visita a Casa do Soldado fui bem recebido pelas sras. e stas. e retirando-me saudoso, agradeço a magnanimidade do povo bravo desta cidade. Como paraibano, a causa paulista adiro de coração e transmito do povo de minha terra uma saudação aos Bandeirantes c-c Adonis Galvão, soldado do Regimento Policial do Estado de Paraíba do Norte".
     Também um grupo de soldados do glorioso 3º Batalhão 9 de Julho, da 3ª Cia. e que estão acantonados em Barão Ataliba Nogueira, tiveram as mais elogiosas palavras pela maneira verdadeiramente fidalga com que foram tratados na Casa do Soldado, quando ali estivaram por ocasião de uma folga, chefiados pelo sr. Renato Leone, fizeram-nos uma visita e nos pediram que externássemos os seus agradecimentos as pessoas que cuidam tão carinhosa quão inteligentemente da Casa do Soldado.

Fotografia da rua Comendador João Cintra, fotografia do final do séc. 19. Vemos o prédio à esquerda.

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