sábado, 28 de janeiro de 2012

O QUE REPRESENTA O OBELISCO


Saudações amigos leitores!

   Primeiramente, desejo a todos um ótimo final de semana! Teremos matérias muito interessantes  entre hoje e amanhã! Para começar, gostaria de postar aqui, este ótimo artigo sobre o Obelisco, na cidade de São Paulo, um belo texto sobre o verdadeiro sentido e significado deste monumental símbolo à união, à luta, à causa do povo paulista, de toda aquela geração de 1932:

O QUE REPRESENTA O OBELISCO
Por JOÃO MELLÃO NETO
(O ESTADO DE SÃO PAULO, 27/01/2012)

   Trata-se de uma homenagem tardia a SÃO PAULO, mas, no meu entender, ela deve ser feita. Um povo não é um povo se não guarda na memória os seus valores, a sua história e o seus heróis. Heróis, sim, porque em todos os lugares existem heróis. Pouco importa se sua glória nasceu de um único momento de bravura ou de toda uma vida de trabalho honesto e extenuante. A biografia de um herói não mais pertence a ele ou aos seus familiares. Ele se transformou num símbolo e, assim, depositário de todas as virtudes cívicas que cada um dos cidadãos se esforça por ter. Um povo que ignora a sua história não é um povo, é uma massa amoldável aos interesses de seus governantes.
   Neste último 25 de janeiro – dia do aniversário desta capital e também do Estado – de tudo o que li e ouvi, muito pouco se disse sobre a Revolução de 32. Ainda é tempo para reparar.
   O tráfego é intenso nas imediações do Parque do Ibirapuera, de modo a que ninguém preste atenção ao Obelisco que lá existe. O Monumento às Bandeiras – ao qual Vitor Brecheret dedicou mais de 30 anos – encontra-se logo adiante e tem destaque muito maior.
   Mesmo dos que observam de mais perto o Obelisco, poucos sabem o que ele representa. Ora, obeliscos existem em todas as grandes cidades do mundo, dirão alguns. Outros sabem que o monumento é uma homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, mas mesmo assim não lhe dão maior valor: “Afinal, essa foi uma guerra que SÃO PAULO perdeu, não é verdade?”
   As crianças em outros Estados são ensinadas sobre o episódio como a “Guerra Paulista”, na qual as elites paulistas teriam instigado a população a um confronto suicida com as tropas federais. Segundo essa versão, as oligarquias de SÃO PAULO e MINAS GERAIS – que tinham em suas mãos o domínio do governo federal – estavam inconformadas por tê-lo perdido para um gaúcho, GETÚLIO VARGAS, “o qual governava pensando no País inteiro”.
   “O que SÃO PAULO pretendia era separar o Estado do restante do  BRASIL”, dizem outros. Eu, como paulista, tenho outra visão.
   A Revolução Constitucionalista representou, de forma inquestionável, o momento mais heróico de toda a História do povo de SÃO PAULO. Ela merecia aquele Obelisco e muito mais.
   Mas SÃO PAULO perdeu a guerra, alegarão alguns. Pouco importa. O fenômeno a ser ressaltado aqui é o de que nunca um movimento político obteve tanto engajamento, apoio e ardor de toda a população quanto a Revolução Constitucionalista paulista. Tanto os partidos e facções da política local como também os agricultores, os industriais e os comerciantes do Estado se uniram pela causa comum. Na campanha “doe ouro para o bem de SÃO PAULO”, nem mesmo a população mais humilde deixou de contribuir. Desde grandes colares até alianças de casamento, cada cidadão contribuiu de acordo com as suas posses.
   De todos os cantos do Estado se apresentaram para o alistamento. Ninguém tinha experiência anterior de combate. Depois de feita a seleção, restaram 40 mil homens aptos para os campos de batalha. 
   Nosso exército não era composto por soldados profissionais, mas por voluntários. De militar, realmente, só havia o apoio da FORÇA PÚBLICA – que, muitos anos depois, viria a se transformar na POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO. A corporação tem todos os motivos para se vangloriar de seu passado: ela foi criada nos tempos em que o PADRE FEIJÓ era regente, durante a menoridade de dom PEDRO II.
   As tropas federais contavam com um número muito maior de soldados, mais preparados para um teatro de operações de guerra. Acabamos por ser militarmente derrotados. O sangue de pelo menos 800 paulistas foi derramado nos campos de batalha. Milhares foram presos e deportados.
   Pergunta-se aos de fora: nós nos arrependemos disso? A resposta é um absoluto NÃO!
   Getúlio Vargas atendeu a praticamente todas as nossa reivindicações. E isso não aconteceu por acaso, nem por uma suposta benevolência dos vencedores. SÃO PAULO já era, então, o principal pólo de criação de riquezas no BRASIL. Grande parte do café da incipiente indústria brasileira provinha daqui.
   Mas se cuidou de enfraquecer o nosso poder político. A nossa cota de deputados federais é pouco maior que metade da que deveríamos ter se o critério fosse realmente o de proporcionalidade da população nacional. E dos impostos federais que são recolhidos aqui, não mais que um décimo retorna em nosso benefício.
   Quem melhor definiu o problema foi o GENERAL GOLBERY DO COUTO E SILVA, ideólogo do movimento de 1964:”Quem tem o poder econômico não pode também pretender ter o poder político”. Ou seja, SÃO PAULO está até hoje pagando “indenizações de guerra” aos vencedores...
   Mas não nos arrependemos de nada. Continuamos a acreditar nas mesmas causas e persistiremos em ostentar as mesmas bandeiras. Defendemos o que tinha de ser defendido e é só.
   Hoje, oito décadas passadas, são poucas as pessoas com idade bastante para terem presenciado o fervor revolucionário daquela época, o suficiente para terem vivido e vibrado com a causa paulista. A verdade, todavia, é que nunca antes – e nunca mais depois de 1932 – os paulistanos e os paulistas vibraram de forma tão unida pelos mesmos ideais. Perdemos a batalha, mas, ao mesmo tempo, vencemos uma guerra: o Obelisco do Ibirapuera, como uma sentinela, em pé, significa que nunca mais ninguém se atreverá a confrontar SÃO PAULO.
   Em homenagem aos nossos heróis de 32, estão gravados nas paredes da FACULDADE DE DIREITO DO LARGO DE SÃO FRANCISCO estes versos de TOBIAS BARRETO, que resumem em poucas palavras o espírito e a disposição dos paulistas: QUANDO SE SENTE BATER/ NO PEITO, UMA HERÓICA PANCADA/ DEIXA-SE A FOLHA DOBRADA; ENQUANTO SE VAI MORRER”.

João Mellão Neto
(Jornalista, foi Deputado, Secretário e Ministro de Estado)
E-mail: pubi2000@live.com
Blog: www.blogdomellao.com.br     

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Eric Lucian Apolinário
Pesquisador - Presidente
(19) 98102-7351
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CONHEÇA NATAL, 17 ANOS, MORTO EM COMBATE

Caros leitores,

Tomei a liberdade de incluir neste blog, um link mais do que especial, de uma pessoa cuja vontade de lutar pela memória paulista é incansável! Apresento-lhes hoje, uma ótima história de entrega total de sua vida por São Paulo. Incluo também, meu e-mail enviado ao querido amigo Egydio, responsável pelo Núcleo de Piracicaba, e autor deste ótimo post!

"Caríssimo irmão de armas, querido amigo, Egydio!

Seu post de hoje, fez minha manhã ficar mais alegre e emocionante!
Que história! Que bravura! Que voluntário!
Fico feliz, por fazer parte desta nova geração de entusiastas, que juntos, estão resgatando, recuperando e principalmente, divulgando a história de tantas pessoas incríveis, que deram o seu máximo pela causa constitucionalista, por um Brasil mais democrático! A história do soldado Natal, com sua carta tão carinhosa, enviada dias antes de sua partida desta vida terrena, meu Deus! Não há como não se emocionar com esse relato!
Você está de parabéns! O Núcleo de Piracicaba está de parabéns! Que seu trabalho continue assim, incrível, animador e inspirador!
E a dona Judite! Vi no blog de nosso companheiro, Cel. Mário, outra heroína desta causa, mesmo não participando diretamente! Possui em seus arquivos pessoais, verdadeiro tesouro histórico! Também meus parabéns a ela, por se empenhar em preservar tamanha preciosidade!
Parabéns Egydio! Parabéns a todos os pesquisadores que estão se empenhando e lutando para o resgate da memória de 32!
Para terminar, deixo também meu Muito Obrigado! Muito obrigado por seu trabalho, seu empenho e este ótimo post!

Grande abraço!"

Para visualizar o post no blog do Núcleo de Piracicaba, e conhecer esta emocionante história, acesse:
http://voluntariosdepiracicaba.blogspot.com/2012/01/natal-meira-barros-o-jovem.html

Grande abraço a todos!

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Eric Lucian Apolinário
Pesquisador - Presidente
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

REUNIÃO COFAM - 11/02/2012

Em nome da Sociedade Veteranos de 1932, gostaria de convidar a todos seus membros para participar da primeira reunião da COFAM em 2012, ano da comemoração do Jubileu de Carvalho da Revolução de 1932.

A Reunião será realizada em 11 de fevereiro de 2012, às 15h.
Local: Rua Anita Garibaldi, 25 - Sé. (Sede Sociedade Veteranos de 32 - MMDC)
Contato: (11) 3105-8541.

|Ocasião em caráter excepcional, face o carnaval iniciar-se justamente no terceiro sábado de fevereiro.
As reuniões da COFAM serão sempre realizadas no terceiro sábado de cada mês.|



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

25.01.1934 - MONUMENTO DO GRAVI

   Em 9 de Julho de 1934, houve na cidade de São Paulo, um grandioso evento, comemorando os 2 anos da Revolução Constitucionalista. Todos os Batalhões que lutaram na maior guerra civil da história do Brasil participaram do grande desfile militar ocorrido naquela capital.
   Mas, o que poucas pessoas sabem, é que meses antes, mais precisamente em 25 de Janeiro de 1934, quando a cidade de São Paulo completava seus 380 anos, na pequena cidade de Itapira, figuras importantes da capital paulista, presenças fundamentais durante a Revolução Constitucionalista estiveram presentes para o primeiro grande evento em homenagem aos soldados que tombaram pela causa constitucionalista de 1932. Lembro aos leitores, que o monumento do Morro do Gravi foi o 1º  monumento em todo o estado de São Paulo, incluindo a capital, erigido para homenagear os soldados mortos nos campos de batalha da Revolução Constitucionalista de 1932. Hoje, completam-se 78 anos deste grade evento que mobilizou toda a região de Itapira e Mogi Mirim, espero agradá-los com este novo artigo:

Talvez a primeira fotografia do Monumento do Gravi, feita em 1934
   Logo após o fim do Comando Militar na extinta "Prefeitura Militar de Itapira", em 1933 a Prefeitura Municipal de Itapira voltou à suas atividades costumeiras. Em 14 Julho de 1933 em sessão na Câmara Municipal com a presença do Cap. Francisco Rocha, Prefeito de Itapira, foi apresentada uma petição inicial, com a proposta de transladação dos restos mortais dos soldados mortos durante as batalhas pela região de Eleutério e Gravi, para o Cemitério Municipal de Itapira:
"... Exmo. Sr. Cap. Francisco Rocha, Prefeito Municipal de Itapira. As abaixo designadas diretoras da Comissão Pró-Transladação dos Corpos dos Soldados que tombaram no campo de luta, durante a Revolução Constitucionalista deste Estado, quem respeitosamente representam a V. E. sejam-lhes que cedidas duas quadras de terreno no Cemitério local, afim de ali ser construído um jazigo, que perpetue a memória dos mesmos (...) do povo de Itapira dos seus companheiros de luta, representados pela Federação dos Voluntários" - (Trecho original da Ata da Câmara Municipal de Itapira, mês de Julho de 1934).



|INFORMAÇÕES SOBRE A EXUMAÇÃO DOS CORPOS EM OUTRO POST|

Raríssima fotografia do Dr. Hortêncio Pereira da Silva (com o crânio em mãos), durante a exumação dos restos mortais enterrados ao lado das trincheiras no Morro do Gravi.



   Após essas primeiras idéias de homenagear os soldados mortos em batalha, foi decidido pela criação e construção de um "obelisco" no Morro do Gravi, ao lado das trincheiras, na divisa das cidades de Itapira e Mogi Mirim. Muitos preparativos foram feitos, as notícias correram pelas cidades da região e até mesmo pela capital, São Paulo!


A INAUGURAÇÃO DO OBELISCO: 

  Chegado o grande dia, a cidade de Itapira parou! Uma Quinta-Feira ensolarada! O evento, foi marcado para as 15h, mas iniciou-se pouco antes das 16h, devido ao pequeno atraso da comitiva vinda de São Paulo. Caminhões, automóveis, jardineiras levando e trazendo gratuitamente pessoas de Mogi Mirim ao morro do Gravi.
   O obelisco, foi projetado por José Rosatti; quem tomou a iniciativa para sua construção,foram Dr. Paulo Teixeira de Camargo e nosso querido Cel. Francisco Vieira, que também contaram com auxílios financeiros das populações de Itapira e Mogi Mirim e co-participação de ambas as Prefeituras.

Croqui original
   Era assim retratado na época de sua inauguração:
"...Como tivemos já ocasião de noticiar, o obelisco mede cerca de três metros de altura, tendo, no topo, a efígie, em bronze, de um soldado paulista, ostentando o tradicional capacete de aço, com as inscrições: “Lutei por São Paulo – 9 de Julho de 1932”, e logo abaixo, no corpo da peça: “ À memória dos soldados Paulistas que aqui tombaram, defendendo o solo sagrado da Terra Bandeirante, na mais gloriosa de todas as campanhas, o povo de Mogi Mirim e Itapira. 4 de Setembro de 1932 – 25 de Janeiro de 1934”. “... E o seu sangue generoso, redimiu uma terra escravisada...” |JORNAL A COMARCA-MOGI MIRIM|
   O próprio jornal A Comarca, de Mogi Mirim, publicou um telegrama de uma das celebridades que compareceriam no dia do evento:

“Araçatuba, 22 de Janeiro de 1934. Dr. Paulo Teixeira de Camargo. Mogi Mirim.
Plenamente solidários com as manifestações em memória dos bravos soldados constitucionalistas, mortos em combate, no Morro do Gravi, a 4 de Setembro de 1932, em defesa da sublime causa, a serem prestadas pelo povo de Mogi Mirim e Itapira, com erguimento do obelisco no campo de luta, ex oficiais, representando a segunda Companhia, sub comando, intendência, e corpo médico do 4º Batalhão do Regimento 9 de Julho, constituído pela valorosa mocidade de Araçatuba, e que tomou parte saliente no combate, testemunhando a vontade de todos ex-combatentes,  aplaudem sobre altamente patriótico gesto dos organizadores, enviando esforços para fazer-se representar  no ato memorável da inauguração, no dia 25 de Janeiro p.
Dr. Dario Guaritá, ex-cap. Sub. Cmt. 4º B.; Paulo Leite Ribeiro, ex 2º te. Comt. 2ª Comp. ; Paulo Sales Oliveira, ex 2º te. Comt. 3º pelotão; Dr. Valadão Furquim, ex 2º te. Comt. 2º pelotão; Nevio Camargo, ex 2º te. Comt. 3º pelotão; Dr. José Teodoro de Lima, ex 2º te. Intendente; Dr. Souza Lima, ex 2º te. Médico.”.

Segundo os jornais da época, mais de duas mil pessoas estiveram presentes, vindas de Mogi Mirim, Itapira, cidades da região e da capital paulista.




   Entre tantas pessoas, destacaram-se: os Drs. Francisco Alves dos Santos Filho, Secretário da Fazenda; Dr. Adalberto Bueno Neto, secretário da Agricultura; Dr. Antônio Pereira Lima, representando o Clube Bandeirante, major Antônio Pietscher, que vieram de São Paulo especialmente para assistir à solenidade; Dr. Alcides da Silveira Faro, Juiz de Direito de Itapira; Anacleto de Magalhães Pereira, prefeito de Itapira; Ataliba da Silveira Franco, Prefeito de Mogi Mirim, cônego Moysés Nora e padre Ciriaco Scaranello Pires, vigários de Mogi Mirim e de Lindóia; Dr. Carlos de Rizzini, ex-deputado pelo Estado do Rio; Dr. Salomão Jorge, médico em Petrópolis; Enéas R. Furtado, Dr. Antônio Vita, prefeito de Socorro; Alonso Dantas Pereira, prefeito de Amparo, estes representando o Batalhão 23 de Maio; Coronel Francisco Vieira; ex-combatentes de diversos batalhões constitucionalistas.


   Houve vários discursos, o do Dr. Paulo Teixeira de Camargo, foi longo e entrecortado de aplausos, sendo o orador muito cumprimentado ao terminar. Quem também discursos foi o Dr. Pereira Lima, orador do Clube Bandeirante de São Paulo; Dr. Salomão Jorge, médico fluminense que estava em Itapira; o Grande Major Antônio Pietscher, ex-comandante do Batalhão Paes Leme, que atuou por todo o Setor Leste, inclusive nas batalhas de Eleutério e Gravi; outro grande orador, foi o Dr. Alcides da Silveira Faro, Juiz de Direito de Itapira, que discursou sobre a importância da Revolução...



   À partir deste momento, uma grande tempestade apareceu no horizonte vinda de Itapira, era a vez do C|ônego Moysés Nora falar ao povo, aproveitando o momento, citou o ocorrido:
"...Exmos. Secretários do Governo; senhores e senhoras presentes. Aquele temporal que d’acolá se avizinha, está-nos convidando a que nos vamos embora. Certos de que, aquelas chuvas que se apressam a vir refrescar os campos os campos, como sangue da terra, são também, agora, lágrimas vindas do céu, que correm a beijar este obelisco que entregamos à história de Mogi e Itapira, em homenagem aos voluntários paulistas, aqui mortos nas trincheiras do morro do Gravi, gritando aos ouvidos do Brasil inteiro!
- São Paulo morreu? Não: - São Paulo venceu; viva São Paulo!..."  Depois do vigário, o último a discursar foi um ex-combatente: Aldrovando Condé Scrosoppi, da cidade de São Paulo.




   Preciso adicionar a este artigo parte do belíssimo discurso do Cônego Moysés Nora, referindo-se ao nosso Patrono, Cel. Francisco Vieira, são palavras carinhosas e incríveis, sobre o trabalho na linha de frente deste grande líder da Revolução Constitucionalista de 1932:

"...Por entre o torvelhinho daqueles milhares de criaturas que lá foram assistir à festa... há um homem que por lá andava... que ali, entre os vivos, em 1º lugar chamava a atenção de todos...
- Um homem que é uma lenda completa que nos ficou da Revolução de 32, em terras de Mogi Mirim e de Itapira...
- Um homem que, envergando também uma farda, com ela se rolava nos escaninhos dificultosos das trincheiras de Eleutério, de Rio do Peixe e do Gravi... distribuindo munições e sustentando fogo serrado, contra os inimigos que avançavam à traição forgicada por vendidos...
- Um homem que durante 3 meses não soube o que é o conforto de um leito no seu fidalgo lar...
- Um homem que colocou ao dispor da Revolução todos os seus haveres, toda a sua admirável influência, todos os seus trabalhos, em vigilância constante e aturada...
- Um homem que, quando já todos os paulistas haviam retirado das trincheiras do Gravi, eu ainda o encontrei à frente de um batalhão de cavalaria... pelos caminhos escusos das fazendas, avisando e noticiando a derrocada aos seus voluntários dispersos... agremiando, a todos dando instruções, a todos cumulando de afetuosa coragem para a gloriosa “batalha final” que, sob o magistral comando do invencível Romão Gomes, de novo ia ser travada nas sinuosas trincheiras das estações de Carlos Gomes e de Tanquinho...
- Quem será esse homem, fabricado de coragem e de valentia, e cozinhando, durante 3 longos meses, ao fogo torturante do sofrimento, caldeado pela argamassa da vitória sonhada?
- Esse homem, eu o conheço, todos vós o conheceis, leitores: - Foi Chico Vieira, é Chico Vieira, de Itapira!
- Se os mortos merecem de nós essa apoteose brilhante que no dia 25 lhes levantamos ao lado das trincheiras do Morro do Gravi; entre os vivos ficou-nos Chico Vieira que, pelo seu caráter e homem de comando, bem nos serve de sadia luz, para alumiarmos com ela a estrada da nossa vida...
- Viva Chico Vieira!..."  CÔNEGO MOYSÉS NORA


   Terminado esse grandioso evento, a comitiva de São Paulo seguiu para Mogi Mirim, onde visitaram o Clube Recreativo, cumprimentando seus sócios e diretores; após a visita, eles se dirigiram ao Hotel Brazzia, para  um jantar oferecido pelo mesmo, depois do jantar, foram à redação do jornal A Comarca; depois da breve visita, terminaram a noite no belo Clube Bandeirante, onde houve um "Baile Paulista", oferecido pelo clube e pela alta sociedade de Mogi Mirim e Itapira.



(Mais informações sobre este grande evento que foi a inauguração do Monumento do Morro do Gravi, com fotografias originais, capas e matérias de jornais e discursos completos, estão presentes na pesquisa intitulada "Nas Montanhas de Eleutério", que aguarda apoio para lançamento em forma de livro.)
   
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Eric Lucian Apolinário
Pesquisador - Presidente
(19) 98102-7351
Núcleo MMDC de Itapira "Cel. Francisco Vieira'


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

GRANDIOSO EVENTO EM SÃO PAULO

Uma linda manhã de domingo aos pés do Palácio da Justiça e da Catedral da Sé. Foi assim que iniciou-se, ao som do Hino Nacional o evento de abertura dos 80 Anos do Movimento Constitucionalista. Após o Hino Nacional, foi entoada a magnífica marcha Paris Belfort, adotada em 1932 como Hino da Revolução pela Radio Record, ainda hoje, ganha mais força a cada vez que é executada pela incrível Banda da Polícia Militar.
Membros de vários Núcleos da Capital e Interior estiveram presentes, além de entusiastas e curiosos que também prestigiaram o grande evento.
Não podemos nos esquecer do apoio da Polícia Militar de São Paulo, que ajudou em toda a organização do evento.
Alguns membros da Sociedade subiram ao palco, e, a convite do Cel. Mário Ventura, discursaram sobre o ideal paulista de 1932, sobre o Movimento Constitucionalista, sobre seus respectivos trabalhos com os Núcleos.

Abertura Oficial feita pelo Presidente da Sociedade Veteranos de 32, Cel. Mário Ventura

Palavras do Presidente Eric, do Núcleo Cel Francisco Vieira

Professor José Carlos de Barros Lima, Coordenador do Núcleo da Lapa e Presidente da Comissão do Resgate da Memória do Movimento Constitucionalista de 1932.

Vice-Presidente Deliberativo da Sociedade Veteranos de 1932 - MMDC, Sr. Pedro Paulo Penna Trindade, que declamou a linda poesia "Eu Te Amo São Paulo".

O Presidente da Sociedade Veteranos de 1932 - MMDC, Cel. Mário Ventura entrega o Diploma de Participação da Abertura do Jubileu de Carvalho ao Presidente/Fundador do Núcleo Cel. Francisco Vieira - MMDC Itapira, Eric Lucian Apolinário.

O Presidente da Sociedade Veteranos de 1932 - MMDC, Cel. Mário Ventura entrega o Diploma de Participação da Abertura do Jubileu de Carvalho ao Secretário do Núcleo Cel. Francisco Vieira - MMDC Itapira, João Paulo Marquezini.

Palavras da Diretora de Comunicação Social da Sociedade Veteranos de 1932 - MMDC, Camila Giudice.

Banda de Musica (Corpo Musical da PMESP)

Mais fotografias em Breve!

Para terminar, gostaria de agradecer a todos pela presença na Praça da Sé na manhã deste domingo, 22 de Janeiro de 2012! Espero que as amizades nascidas neste encontro, possam se tornar mais fortes e unidas, pelo interesse em comum de relembrar, preservar e divulgar a história deste grande acontecimento para todo o Estado de São Paulo. Foi um grande prazer estar junto a tantas pessoas especiais! Muito Obrigado!

|Fiquem ligados! Em breve grandes matérias com informações inéditas sobre uma das maiores batalhas de toda a Revolução Constitucionalista de 1932, no Setor Leste, em Eleutério|


Eric Lucian Apolinário
Presidente/Pesquisador
Núcleo Cel. Francisco Vieira - Itapira
Sociedade Veteranos de 1932



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

FRIEDENREICH NAS TRINCHEIRAS DE ELEUTÉRIO


   "... Os voluntários que não seguiam para as linhas de combate, diuturnamente guardavam os pontos estratégicos da cidade: Estrada de Lindóia, saída para Mogi Mirim, Rua do Amparo e ponte do Matadouro. Neste, estavam as sentinelas, Octávio Monezzi e João Torrecillas Filho. A pressão exercida pelos federalistas asfixiava os defensores de Itapira, cuja queda era esperada a qualquer momento. Eleutério já havia capitulado e as Fazendas Amarela e Malheiros, suportavam pesados bombardeios ininterruptos. A Av. Rio Branco estava deserta. Só eles, guardiões da ponte, um pouco atemorizados com o quadro sinistro da avançada e o pipocar das metralhadoras. Nisso, escutaram o ronco do escapamento aberto de um veículo que vinha avançando rumo ao Matadouro, caminhão inimigo, certamente! Os guardiões engatilharam seus fuzis, apontaram e o João bradou, com vozeirão imperativo: 
   __ Quem vem lá? Alto! Senão atiramos!
   O caminhão deu brecada súbita, uma cabeça bronzeada apareceu na janelinha da cabine, foi reconhecido o famoso jogador de futebol, já dado como soldado constitucionalista morto: Freindereich! Quanta emoção! Um bálsamo sobre os nervos em frangalhos dos dois guardiões da cidade..."
DEPOIMENTO: João Torrecillas Filho

   A presença do grande jogador Arthur Friedenreich entusiasmava os voluntários entrincheirados em Eleutério. O Batalhão Esportivo, responsável por grandes vitórias na guerra, com participação efusiva de seus esportistas que viraram soldados durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Dentre tantos grandes esportistas, Friedenreich, ou apenas "El Tigre", como ficou conhecido e cuja lenda popular diz ter  marcado mais gols que Pelé, enfrentou com garra e coragem os exércitos federalistas na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Em Itapira, destacou-se como grande entusiasta da causa paulista e comandante "não-oficial" do Batalhão Esportivo, que recebeu seu batismo de fogo nas montanhas de Eleutério.


   A presença do grande jogador Arthur Friedenreich entusiasmava os voluntários entrincheirados em Eleutério. O Batalhão Esportivo, responsável por grandes vitórias na guerra, com participação efusiva de seus esportistas que viraram soldados durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Dentre tantos grandes esportistas, Friedenreich, ou apenas "El Tigre", como ficou conhecido e cuja lenda popular diz ter marcado mais gols que Pelé, enfrentou com garra e coragem os exércitos federalistas na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Em Eleutério, destacou-se como grande entusiasta da causa paulista e comandante "não-oficial" do Batalhão Esportivo, que recebeu seu batismo de fogo nas montanhas de Eleutério. Entre tantos esportistas profissionais e amadores que se voluntariaram a lutar na divisa do estado pela causa paulista. Friedenreich destacava-se pela popularidade, mas fazia-se igual a todos nas trincheiras paulistas.

   Comentava-se muito sobre a presença deste grande jogador em Eleutério, chegou até mesmo a se cogitar sua morte. Um boato correu por todo o estado, ocupando até mesmo lugar de destaque nas primeiras páginas dos grandes jornais paulistas.
   Friedenreich chegou a ser promovido a Tenente por seus atos de bravura:
   
   “Mogi-Mirim – Major Antônio Bayma.
   Tenho sartisfação em comunicarvos que foi promoviso a 2º Tenente o Sargento Arthur Friedenreich, pela sua ação brilhante nos últimos combates em Eleutério, onde com muita dificuldade pode distinguir-se entre seus companheiros do 1º Batalhão Esportivo, pois todos se batem como verdadeiros guerreiros.
   No mesmo Batalhão há outros esportistas que também foram promovidos ou graduados. O entusiasmo continua o mesmo. São Paulo deve orgulhar-se de ter este punhado de valentes.
   A promoção foi feita pelo comandante do setor, tenente-coronel João Dias de Campos, por proposta minha, que julgo ser bem merecida.
   Todos rapazes do Batalhão Esportivo estão bons. Queira dizer aos do 2º Batalhão Esportivo que imitem os do 1º, pois a Força Pública, já invencível a muito tempo, não quer mais do que isto, para elevar este belo torrão do grande e amado Brasil!”.

(Batalhão Esportivo - A Cigarra)
   
   A campanha do Batalhão Esportivo foi crucial para a resistência do exército paulista do leste. Com a apoio de outros Batalhões, esses bravos soldados paulistas fizeram história nas montanhas de Eleutério, no inverno de 1932.


   Arthur Friedenreich, após a Revolução, voltou ao futebol, passando por vários times paulistas. Faleceu em  São Paulo, no dia 6 de setembro de 1969, aos 77 anos.

(Mais informações sobre a presença de Arthur Friedenreich em Eleutério e no Setor Leste, incluido capas raríssimas de jornais e periódicos anunciando sua morte, além de noticiarem a luta do Batalhão Esportivo, e outros, estão presentes na pesquisa intitulada "Nas Montanhas de Eleutério", que aguarda apoio para lançamento em forma de livro.)


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Eric Lucian Apolinário
Pesquisador - Presidente
(19) 98102-7351
Núcleo MMDC de Itapira "Cel. Francisco Vieira'



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

GRANDE EVENTO EM SÃO PAULO


   Convidamos a todos, principalmente aos de Itapira e Mogi Mirim, a comparecer e prestigiar o grande evento de abertura das comemorações dos 80 Anos do Movimento Constitucionalista!
   Para maiores informações, favor entrar em contato com nosso 1º Secretário, Sr. João Marquezini, ou pelo e-mail de nosso Núcleo.

Por São Paulo e Pelo Brasil!

Eric Lucian Apolinário
Presidente/Pesquisador
Núcleo Cel. Francisco Vieira - Itapira
Sociedade Veteranos de 1932


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

CONVITE



   Em nosso primeiro post de 2012, gostaríamos, em nome do Presidente da Sociedade Veteranos de 1932, Sr. Cel. Mário Ventura, convidamos a todos os familiares de veteranos, amigos, interessados na história da Revolução Constitucionalista de 1932 para ir à Praça da Sé neste dia 22 de Janeiro para a Cerimônia de Abertura das comemorações dos 80 anos do Movimento Constitucionalista.

Eric Lucian Apolinário
Presidente/Pesquisador
Núcleo Cel. Francisco Vieira - Itapira
Sociedade Veteranos de 1932